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Me disseram uma vez que eu era uma incógnita sem solução.
Que dava pistas do que eu não queria fazendo de conta que queria para
simplesmente ter o prazer de não ser compreendida.
A pessoa capaz de escrever sem vírgulas e fazer as pessoas
lêem com bastante calma só para ser entendida. E ler, reler, revisar,
pesquisar.
Nunca procurei ser compreendida, nunca quis ser
compreendida. Ninguém entenderia o que se passa comigo de verdade. Não quero
nada que passa pela cabeça de ninguém, eu quero o que eu quero. Ser entendida talvez não seja legal, para que
se entendida e não compreendida.
Nunca soube por que todos mesmo sabendo que eu estava ali, sozinha
pensando em alguma solução óbvia para tudo que vinha acontecendo preferiam me
julgar, dizendo, ou melhor, me rotulando por algo que eu talvez não fosse,
insegura? Não, sou falante, sou extrovertida, falo com todos que falam comigo,
sou capaz dar “bom dia” Não sou fria, nem calculista, sou capaz de chorar por
alguma palavra dura, por algum otário qualquer.
Nunca fui a mais inteligente, a mais estilosa e nem a mais
bonita. Sempre fui eu mesmo e garanto que para todos que são importantes eu
deixei pequenos fragmentos do meu eu, do meu eu de verdade, tenho o ego
proporcional ao meu talento, eu devo ter algum talento. E tudo que falaram me
fez ser o que eu sou não o que falaram que eu era. Obrigada!
Não sou a menina prodigio, a que pensa em salvar o mundo em
todos os momentos, se quer penso em meios para salvar eu mesmo. Não a julgadora
nata, que está sempre atenta a tudo, às vezes me pego perdida em meus próprios
pensamentos. Analiso, melhor dizer que eu analiso, procura cada parte das
pessoas para entendê-las, eu gosto de está sempre compreendendo tudo. Não estou
preparada para julgar, ainda, nem sei se um dia estarei.
Às vezes me pego em transe, olhando para dentro de mim,
imaginando todas as loucuras que quero fazer, que fiz. Não sobra tempo para
ninguém, por enquanto eu só preciso está comigo mesmo, eu gosto dessa sensação
de está sempre experimentando pedaços de mim. Não sobra tempo para me dividir,
me mostrar para ninguém. Eu não vou mentir, palavras falsas me incomodam, e eu
odeio ser contrariada por algo inútil. Pela primeira vez, meu coração grita,
minha cabeça pede: “Me entenda!”
Me entenda pelo o que eu não escrevi, e não pelas pistas que dei!

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