Quando uma coisa está no começo tudo tende a dar certo,
somos perfeitos e fazemos tudo com entusiasmo.
Eu não deixei a crise do meio acabar com o meu. Eu continuei
fazendo por onde da certo, sempre ando tudo de mim. Acostumada com os finais felizes dos meus contos preferidos,
nunca achei que o fim seria tão doloroso. Você estava naquela fase de brincar com o
coração de quem gostava realmente de você e eu com meus princípios tontos que o
tempo provavelmente irá levar. Foi inevitável não chorar. Foi impossível não
acreditar que uns dias depois você me ligaria para dizer que estava
arrependido. Sabe aqueles pensamentos que talvez eu teria se eu tivesse te feito chorar. Ou ouvindo a sua voz mudar. Mas nem sempre porque somos bons as pessoas serão boas com nós também.
Eu fiz meus planos, ficar no sofá assistindo filmes
românticos me entregar sozinha ao arrependimento. Mas na hora que eu menos esperei descobri a
força que existia em mim, como se tudo tivesse cicatrizado sem eu ao menos ter
tido tempo de sentir a dor. Fechei minha cabeça para novos sonhos e sai por ai
para realizar meus antigos, aqueles de quando agente tem 12 anos e acha que
quando tiver 18 vamos fazer.
Sai por ai procurando novas bases para meu novo eu, fazendo
planos. Mas não sonhando. Cansei de tentar viver histórias escritas ou escrever
histórias para meus personagens. Comecei a escrever a minha própria história.
Com o tempo o que era tão presente, virou uma lembrança, lembrança ou um aviso:
“Não foi você que errou”

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